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A noite que a TV Globo enfureceu médicos, enfermeiros e até mesmo o Ministério da Saúde!

O que o Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ministério da Saúde, Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) têm em comum?


Todas estas grandes entidades se manifestaram contra a TV Globo, chocadas com a incentivação da amamentação cruzada exibida na novela O Outro Lado do Paraíso.


No capítulo exibido na terça, dia 27 de março, a Globo, mostrou a personagem Nádia, vivida pela atriz Eliane Giardini, levando o neto para ser amamentado por Suzy (Ellen Rocche), que não é a mãe dele.


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em seu artigo “Os perigos da amamentação cruzada”, ressalta que há diferenças entre o leite oferecido diretamente pela mãe e o que é doado para o Banco de Leite Humano (BLH). “No BLH o leite é tratado, pasteurizado e, por isso, isento de qualquer possibilidade de transmissão de doenças. A mãe não deve amamentar outra criança que não seja o seu filho. Mesmo se esta mãe estiver com os exames normais ou se teve uma gravidez tranquila, ela pode estar em uma janela imunológica, e esse bebê correr o risco de contrair alguma doença”.


O Conselho Nacional de Saúde em nota oficial afirma que “é fundamental que qualquer informação divulgada por órgãos de imprensa seja embasada em estudos científicos éticos, atualizados e comprovados, com base no Ministério da Saúde e na Sociedade Brasileira de Pediatria”, recomendando à Rede Globo a correção da informação veiculada e sugerir que traga à população informações adequadas sobre aleitamento materno conforme normas vigentes.


A Sociedade Brasileira de Pediatria encaminhou ainda uma carta ao diretor do núcleo de Dramaturgia da emissora pedindo que o tema fosse esclarecido.


Na carta pública, a entidade afirma que a criança pode receber leite materno de outras mulheres. “No entanto, esse leite deve ser oriundo de uma doação a um banco de leite humano, onde recebe tratamento que o deixa livre de qualquer possibilidade de transmissão de doenças.”


Na cena, Karina (Malu Rodrigues) é informada de que não tem leite suficiente para o filho.


A sociedade observa ainda que, ao contrário do que a novela teria sugerido, não há leite materno “fraco”.



É importante destacar que a amamentação deve ser estimulada, pois é o único processo natural que garante acesso ao alimento completo e mais adequado para as crianças. Por isso, deve ser oferecido, de modo exclusivo, nos seis primeiros meses, podendo ser complementado a partir de então”, informa a nota.


Pois é, depois dessa bola fora dada pela TV Globo, resta a esperança de que após tantos "puxões de orelha" dados por esses inúmeros e respeitados Órgãos e entidades que a emissora corrija esse grande equívoco, exclareça o assunto e que novas cenas apareçam na novela para informar e não desinformar as mãezinhas desses Brasil.